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Jornal Nacional | Número de mortes durante ações da PM em SP em 2021 é o menor dos últimos oito anos

27 de abril de 2022 às 03:06

Câmeras corporais estão em uso em 34 batalhões da Polícia Militar na capital e outras cidades do estado. O projeto, lançado no ano passado, já é apontado como um dos responsáveis pelo resultado histórico.

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O Instituto Sou da Paz divulgou nesta quarta-feira (27) um estudo sobre mortes durante ações policiais no estado de São Paulo. Em 2021, o número de casos foi o menor dos últimos oito anos.

As cenas chocam pela brutalidade. Agressões e até assassinatos praticados por policiais hoje são registrados por câmeras de segurança, de celulares e por dispositivos acoplados na farda.

Em São Paulo, as câmeras corporais estão em uso em 34 batalhões da Polícia Militar na capital e outras cidades do estado.

O projeto, lançado em 2021, já é apontado como um dos responsáveis por um resultado histórico.

Um levantamento do Instituto Sou da Paz, divulgado nesta quarta-feira, mostra que, no ano passado, o estado de São Paulo registrou o menor número de civis mortos em ações policiais em oito anos.

Foram 543 mortes, 30% menos do que as 780 de 2020. Na comparação com 2017, ano em que a letalidade policial bateu recorde no estado, a redução chega a 38%.

O ano de 2013 foi o menos letal da série histórica, com 505 mortes. Naquela época, o governo paulista determinou que pessoas baleadas pela PM fossem socorridas por serviços médicos, e não pelos próprios policiais. O comando da corporação também passou a dar mais apoio a policiais envolvidos em ações violentas.

Os pesquisadores fazem questão de frisar que as câmeras corporais são importantes, mas não explicam sozinhas uma redução tão expressiva das mortes praticadas por policiais. Segundo eles, a queda é resultado de um pacote de medidas, que inclui a ampliação do uso de armas não-letais, comissões que analisam o trabalho nas ruas e punição rigorosa para quem comete crimes.

“Quando há uma decisão política por parte do comando da corporação e há um conjunto de medidas implantadas em conjunto em que há continuidade desse trabalho, compromisso e respeito aos policiais e à sociedade, a gente consegue ter bons resultados, redução da violência, da letalidade praticada pelos policiais e vivida por eles, e um melhor reconhecimento do trabalho policial”, diz Carolina Ricardo, diretora-executiva do Sou da Paz.

Uma dinâmica que traz benefícios para tropa. No ano passado, quatro policiais militares morreram em serviço, o menor número dos últimos 31 anos no estado. A porta-voz da PM de São Paulo diz que o trabalho que vem dando resultado vai continuar.

“Nós estamos felizes com esse resultado porque é um trabalho de uma polícia moderna. Toda essa gestão para redução da letalidade nós continuaremos tanto com esse treinamento, quanto com a inovação, com as câmeras, e todos os equipamentos que possam garantir a proteção do PM e a proteção da população”, diz a major Cibele Marsolla, porta-voz da PM.

A diretora-executiva do Instituto Sou Paz diz que o importante, daqui para frente, o desafio é evitar retrocessos.

“A sociedade como um todo quer uma polícia profissional, transparente, que mate menos e morra menos”, afirma.

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