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NOTÍCIAS

Meio milhão de pessoas são assassinadas em 1 ano

11 de abril de 2014 às 03:27

Cerca de 437 mil pessoas no mundo perderam a vida em 2012 em decorrência de homicídios intencionais, segundo o estudo “Global Study on Homicide 2013”, lançado hoje em Londres pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes. (clique aqui para ler o sumário executivo em português)

O estudo revela que 80% das vítimas de homicídio e 95% dos agressores são homens, 15% dos homicídios são decorrentes de violência doméstica e, neste caso, 70% das vítimas são mulheres; mais da metade das vítimas possuem menos de 30 anos e filhos menores de 15 anos.

Outros dados relevantes:

– Quase 750 milhões de pessoas vivem nos países com maiores taxas de homicídio do mundo, como Américas e África, e praticamente metade de todos os homicídios ocorre em países onde moram apenas 11% da população mundial.

– 3 bilhões de pessoas vivem em países onde a taxa de homicídio é relativamente baixa, principalmente na Europa, Ásia e Oceania.

– A taxa média geral dos homicídios é de 6,2 por 100.000 habitantes, mas a África do Sul e a América Central registraram mais de quatro vezes esse número (30 e 26 vítimas por 100.000 habitantes, respectivamente), o mais alto índice do mundo.

– Com taxa cinco vezes menor do que a média global, Ásia Oriental, Europa do Sul e Europa Ocidental registraram menores níveis em 2012.

– Os níveis de homicídio no Norte da África, na África do Leste e em partes do sul da Ásia estão subindo em meio à instabilidade social e política.

– Na África do Sul, onde a tendência era de alta, a taxa de homicídios foi reduzida pela metade (64,5 por 100.000 habitantes em 1995 para 31 por 100.000 em 2012).

– Os homicídios ligados a gangues e organizações criminosas foram responsáveis por 30% de todos os homicídios nas Américas em comparação com menos de 1% da Ásia, Europa e Oceania.

– Ligados a este tipo de violência, as Américas viram níveis de homicídio 5-8 vezes maiores que a Europa e a Ásia desde 1950.

– A taxa de homicídios de homens é quase quatro vezes superior a das mulheres, sendo mais alto nas Américas, onde é quase sete vezes maior do que Ásia, Europa e Oceania.

– Casos de homicídio entre os homens com idade de 15 a 29 anos nas Américas do Sul e Central são mais de quatro vezes a taxa média global para esse grupo etário. Mais de uma em 7 de todas as vítimas de homicídio no mundo é um jovem do sexo masculino, com idade entre 15 e 29 anos, residente nas Américas.

– A maioria dos homens é morta por alguém que desconhecem, enquanto quase metade das mulheres é morta por alguém próximo. Na Ásia, Europa e Oceania, as vítimas de violência doméstica do sexo feminino são mortas nas mãos de parceiros e pessoas próximas da família (na Ásia e Europa este percentual é de 55% e na Oceania de 73%; na Ásia, em 2012, foram mortas 19.700 mulheres vítimas de seus parceiros e membros da família).

– Olhando para violência por parceiro íntimo, esmagadora maioria das vítimas de homicídios são mulheres (79% na Europa).

– O consumo de álcool e drogas ilícitas aumenta o risco de se cometer um homicídio em alguns países (em alguns países mais da metade dos homicidas agiu sob a influência de álcool).

– Os efeitos de drogas ilícitas são menos documentados, mas o consumo de cocaína e anfetamina é associado a comportamentos violentos e homicídios.

– Arma de fogo é o instrumento mais utilizado em homicídios: quatro em cada 10 homicídios no mundo são realizados com o uso de armas de fogo (1/4 com facas e outras armas brancas e pouco mais de 1/3 por outros meios como estrangulamento e envenenamento).

– Armas de fogo são uma preocupação maior para os homicídios nas Américas, onde 2/3 dos homicídios são cometidos com o uso deste instrumento, enquanto armas brancas são utilizadas com mais frequência na Oceania e Europa.

– Sociedades pós-conflitos, inundadas de armas de fogo, instituições fracas e altos níveis de impunidade, são propícias para a ação do crime organizado e a violência interpessoal (ex. Haiti e Sudão do Sul). Serra Leoa e Libéria, onde estão sendo criadas raízes e estratégias de combate ao crime, a segurança está gradualmente melhorando.

– A taxa de condenação global de homicídio doloso é de 43 condenações por 100 homicídios.

– É grande a disparidade entre as regiões, com taxa de condenação de 24% nas Américas, 48% na Ásia e 8% na Europa.

Brasil

Com relação ao Brasil, o estudo destaca que a taxa de homicídio nacional se estabilizou, mas houve grandes variações entre os Estados, observando um crescimento nas taxas, principalmente dos Estados do Nordeste. Chama a atenção positivamente para as reduções expressivas ocorridas em São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco.

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