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Especialista do ‘Sou da Paz’ defende liderança brasileira no tratado da ONU sobre comércio de armas

Confira abaixo a reportagem da ONU-Nações Unidas no Brasil publicada em 13 de maio de 2013:

“O Brasil tem um número muito alto de mortes por armas de fogo: aproximadamente 35 mil mortes anualmente.” O dado faz parte da argumentação do coordenador de controle de armas do Instituto Sou da Paz, Bruno Langeani, defendendo que o Brasil lidere o processo de implantação do Tratado de Comércio de Armas, que estará aberto na ONU no próximo mês para ratificação dos países.

O Instituto participou como representante da sociedade civil das negociações nas Nações Unidas sobre o texto do tratado e orientou o Governo brasileiro a assumir uma postura de liderança no tema. Langeani concedeu uma entrevista sobre o assunto a convite do Centro de Informação da ONU para o Brasil (UNIC Rio).

“Antes desse tratado não havia nenhuma norma internacional para regular este tipo de comércio, que é bilionário e que tem um impacto muito grande na segurança das pessoas”, diz o pesquisador. Assista ao vídeo:

Política externa e liderança internacional
No documento Brasil e o Arms Trade Treaty: Impacto e importância de um Tratado humanitário, publicado em 2012 pelo Instituto Sou da Paz, a organização não governamental afirma que uma atuação proativa no âmbito do tratado oferece várias oportunidades para consolidar prioridades da política externa brasileira.

“O primeiro ganho vem de evitar perdas, ou o custo político de tensões e escândalos relacionados à exportação de armas que vez ou outra são sentidos por outros países ou destacados pela imprensa brasileira e mundial”, afirma o documento, fazendo referência a publicações sobre uso de armas produzidas no Brasil encontradas em países enfrentando violações de direitos humanos.

“As negociações do ATT [Tratado de Comércio de Armas, na sigla em inglês] podem também ajudar o Brasil no refinamento e consolidação da sua maior prioridade conceitual em termos de política externa, a noção de ‘responsibility while protecting‘ [responsabilidade ao proteger]”, acrescenta o documento, citando a posição do Brasil de evitar o agravamento da violência em intervenções militares autorizadas pela comunidade internacional.

“O Brasil tem muito a ganhar com maior liderança, visibilidade e convergência com seus parceiros, em termos de posição e postura nas negociações do ATT.”

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