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SPTV e G1 | Estupros caem 15% no estado de SP no 1º semestre deste ano; especialistas acreditam que há subnotificação com a pandemia

1 de setembro de 2020 às 03:04

Dados do Instituto Sou da Paz mostram que há 5.071 casos de estupro no primeiro semestre de 2020 contra 5.960 no mesmo período do ano passado.

Veja matéria original no G1 SP e SPTV

O número de estupros registrados no estado de São Paulo caiu quase 15% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar da queda, os especialistas acreditam que há subnotificação no registro dos casos devido a pandemia de coronavírus.

De acordo com levantamento do Instituto Sou da Paz, a queda ocorre desde 2018, quando foram registrados 6.108 casos nos seis primeiros meses. Já no primeiro semestre do ano passado foram 5.960 estupros registrados contra 5.071 casos neste ano.

Três em cada quatro estupros são de vulneráveis, ou seja, de menores de 14 anos ou pessoas incapazes, que não tem condições de saúde para entender ou resistir ao ato sexual. Esses casos também caíram 15%, foram 4.033 registros no primeiro semestre de 2019 contra 3.080 neste ano.

Os especialistas explicaram que a queda dos casos neste ano pode ter relação com a pandemia. Já que sem ir pra escola, onde a criança costuma denunciar o abuso, o estupro acaba ocorrendo em casa sem que ninguém denuncie.

O pai de uma adolescente de 13 anos, do litoral de São Paulo, descobriu que a filha era abusada há 2 anos por um amigo da família.

“Ela veio falar com a gente o que aconteceu, o que aconteceu, porque ela tava pensando em se matar, ela falou pra mim. Na verdade, a gente vinha acompanhando o comportamento dela meio estranho, é muito, é muito dentro de casa, muito presa dentro do quarto, dificuldade de dormir, ela ficava muito tempo acordada. A gente não sabia o que tava acontecendo, achava que era adolescência, né? Era amigo nosso, frequentava a casa dele, frequentava o sítio dele. A gente tinha amizade com ele há muitos anos, jamais podia imaginar um negócio desse”, lamenta o pai.

Na maioria dos casos de estupro, o criminoso faz parte do convívio familiar.

“Em geral são parentes, ou padrastos, avos, avos, tios, amigos da família, torna muito mais difícil o rompimento do ciclo de violência. Para a família, às vezes, é muito difícil acreditar que aquela pessoa tão próxima foi capaz de cometer um abuso dessa natureza”, disse Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz.

A coordenadora do Núcleo de Infância e Juventude do estado, Ana Carolina Schwan, alerta que muitos dos casos de abuso contra crianças e adolescentes que são denunciados e que as vítimas precisam se sentir confortáveis para fazer as denúncias.

“Lugares super importantes na identificação desse tipo de violência, como, por exemplo, as escolas ou locais que as crianças faziam as atividades de contraturno, as crianças estão longe. É importante canais, por exemplo, como as aulas remotas, online da rede pública de ensino, ou das aulas particulares, incentivarem essas crianças, criarem canais de denúncia alternativas, compatíveis com as idades delas, e com os meios que elas possuem.

A Secretaria da Segurança Pública disse que está investigando o caso de estupro registrado no litoral paulista.

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