CONTATO

Entre em contato pelo telefone
(11) 3093-7333, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h; pelo
e-mail atendimento@soudapaz.org, ou envie uma mensagem por meio do formulário a seguir:


Assessoria de Imprensa

Izabelle Mundim
izabelle@soudapaz.org


Desejo receber as newsletters do Instituto Sou da Paz.

MATÉRIAS

Assassinatos têm 6ª alta seguida em SP

Reportagem publicada na Folha de S. Paulo em 26 de fevereiro de 2013.

AFONSO BENITES
DE SÃO PAULO

O número de casos de homicídios dolosos (com intenção de matar) cresceu 16,9% no Estado de SP em janeiro deste ano em relação ao mesmo mês de 2012, segundo dados divulgados pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB).

Foi o sexto mês consecutivo de alta, sempre na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Foram 416 casos, com 455 vítimas. Em uma mesma ocorrência pode haver mais de uma morte. No mesmo período de 2012, foram 356 casos e 386 mortos.

Em janeiro do ano passado, o secretário da Segurança Pública de Alckmin era Antonio Ferreira Pinto, que caiu em outubro de 2012 em meio ao aumento de assassinatos.

Procurado para comentar a alta da violência, o novo secretário, Fernando Grella Vieira, não respondeu ao recado deixado pela Folha. No seu site, a secretaria fez análise diferente dos homicídios.

Em vez de comparar com o mesmo período de 2012, como prevê seu Manual de Interpretação da Estatística de Criminalidade, a pasta comparou janeiro com dezembro.

Nessa perspectiva, não houve aumento de ocorrências, mas uma queda de 21%.

O manual diz que “índices criminais estão sujeitos às variações climáticas, sazonais e irregulares” e cita o verão (mais gente na rua, por mais tempo) e as férias escolares.

Grella assumiu a secretaria depois de a escalada da violência levar 2012 a ser o primeiro em cinco anos em que a taxa de homicídios superou os 11 casos por 100 mil habitantes. A meta do governo é índice inferior a 10.

No ano passado, mais de cem policiais militares foram mortos como uma possível reação do crime organizado.

“Foi ano atípico, com muitos policiais se tornando vítimas e uma aparente volta de grupos de extermínio. Isso parece estar se revertendo”, diz a secretária-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno.

Nos 12 meses do ano passado, havia em média 14,2 mortes ao dia. No mês passado, a média foi de 13,4.

A Grande São Paulo foi a região que teve o maior aumento de casos de homicídios em janeiro (24,2%). Na capital, o índice foi muito parecido com o do Estado (16,6%).

OUTROS CRIMES

Dos 20 crimes analisados pela secretaria, seis não subiram em janeiro -entre eles, homicídio culposo (-68%) e roubo de carga (-1,5%). As maiores altas foram latrocínio (61%) e estupro (20%).

Para a diretora do Instituto Sou da Paz, Luciana Guimarães, o aumento da criminalidade é reflexo do enfraquecimento da Polícia Civil, que não tem conseguido esclarecer tantas ocorrências.

“Em Nova York todos os crimes são investigados. Aqui, o governo só divulga a quantidade de investigações abertas, mas não quantas foram concluídas. Se um crime não é investigado, cria-se uma sensação de impunidade que favorece a prática de outros crimes”, afirmou.

QUER FAZER PARTE?

APOIE O SOU DA PAZ

A Paz na Prática acontece com você.

#SouDaPaz

Participe das nossas redes sociais