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NOTÍCIAS

Bom Dia SP: Estado de SP registra em média 34 casos de estupro por dia no 1° trimestre de 2021

13 de maio de 2021 às 03:14

Reportagem que foi ao ar no Bom Dia Brasil destacou dados do Boletim Sou da Paz Analisa 1º trimestre sobre estupros de vulneráveis no estado de São Paulo.

Clique para acessar o Sou da Paz Analisa 1º trimestre com esses e demais índices do estado de SP

Clique e acesse a reportagem completa

Estado de SP registra em média 34 casos de estupro por dia no primeiro trimestre de 2021

Estado de SP registra em média 34 casos de estupro por dia no primeiro trimestre de 2021

O estado de São Paulo registrou em média 34 casos de estupro por dia no primeiro trimestre de 2021, segundo levantamento do Instituto Sou da Paz.

No primeiro trimestre, foram registrados 3.113 estupros no estado, 7% a mais na comparação com o mesmo período do ano passado.

De acordo com o Instituto, 75% das vítimas são vulneráveis – adolescentes menores de 14 anos.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) disse que analisa os dados e que o estado tem intensificado as ações de combate à violência sexual. Uma das medidas citadas é a Delegacia de Defesa da Mulher online. A secretaria também falou que 970 pessoas foram presas por crime de estupro no primeiro trimestre.

Segundo Carolina Ricardo, diretora executiva do Instituto Sou da Paz, o combate à violência sexual exige medidas que vão além da área da segurança pública. É preciso investir em ações de educação e conscientização.

“O levantamento mostrou que 75% dos estupros são contra vulneráveis, crianças e outros públicos sem condições de se defender. Por isso é muito importante além de fortalecer os canais de acesso à denúncia, é preciso fazer um trabalho formativo com quem está em volta dessas crianças. Os profissionais, as babás, as pessoas que moram nos prédios onde essas crianças vivem. É preciso ter muitos olhos nessas crianças para que seja possível identificar esses casos.”

Embora os números de denúncias sejam altos, o Instituto Sou da Paz acredita que eles não representem a totalidade dos casos, ou seja, há subnotificação.

De acordo com outra pesquisa feita pelo Instituto em parceria com a Unicef e com o Ministério Público, no primeiro trimestre de 2020 a redução de casos foi de 15%. Segundo Carolina, a análise indica que houve redução de denúncias.

“As pessoas [estavam] trancadas em casa com o agressor e com muita dificuldade de fazer a denúncia. Em outros países houve iniciativas muito interessantes, por exemplo, trabalhar com profissionais nas farmácias. A mulher vai até a farmácia e se combina um código para que ela possa naquele estabelecimento denunciar. E aí a farmácia faz o contato com a polícia. Então envolver também outros grupos de outros serviços para que a denúncia chegue. É preciso ser criativo”, afirma Carolina.

Além da denúncia em si, é preciso fortalecer as vítimas para que elas sejam capazes de denunciar, de acordo com a especialista.

“[Criar] canais de atendimento psicológico, de escuta. Muitas vezes uma mãe não consegue ter clareza que precisa denunciar aquela situação. Se ela for acompanhada e conseguir um atendimento online de uma psicóloga, de repente ela consegue se fortalecer e tem mais condições de conseguir ajuda. É um olhar interdisciplinar, meio desafiador, mas não impossível de ser feito pelo poder público”, diz Carolina.

Outros casos de violência de grande repercussão são os dos meninos Henry e, mais recentemente, do menino Gael. Para Carolina, no primeiro caso a criança dava indícios de que alguma coisa estava errada.

“Esses casos é até difícil falar deles né, eles são muito duros, muito cruéis, no caso, um padrasto e no outro a mãe. No primeiro caso, do Henry, a gente foi vendo as evidências e em situações vários indícios foram aparecendo. Talvez se a gente tivesse ouvido mais o que a criança trazia, talvez a gente tivesse prevenido… Não adianta chorar agora por isso, mas é um ponto de atenção”, opina Carolina.

“E no outro caso uma mãe que aparentemente teve um surto, também, quer dizer, é por isso que pra gente cuidar de uma criança a gente precisa de uma comunidade, de muitos olhares, de família, de vizinhos, de profissionais professores, de profissionais de saúde, não é só o pai e a mãe. Eles não donos dessas crianças. A gente precisa criar uma rede, sem criar ‘vigilantismo’, não é essa a ideia, mas uma rede de proteção, que inclusive é o que prega o Instituto da Criança e do Adolescente. A sociedade precisa cuidar das nossas crianças para que isso não siga acontecendo. Foram situações muito duras, eu lamento demais e me solidarizo muito com as famílias, enfim, com quem está vivendo essa situação dos dois casos.”

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