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20/02/2017

Profissionais do Sou da Paz participam de curso sobre Justiça Restaurativa

Os profissionais da área de Prevenção da Violência do Instituto Sou da Paz participaram do I Curso de Introdução à Justiça Restaurativa, promovido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP). A formatura, que acontece nesta segunda, dia 20, será realizada no Fórum João Mendes Júnior, em São Paulo.

A formação permite que os especialistas atuem como parte de Polos Irradiadores de Justiça Restaurativa da região da Brasilândia, zona norte da capital, com o objetivo de propor alternativas para que jovens e adolescentes repensem atos praticados sem o necessário acionamento da Justiça e a consequente configuração destas ações enquanto atos infracionais. O que se busca é, também, que a própria percepção da comunidade em relação àquilo que considera enquanto infração possa ser repensada.

A partir disso, o Sou da Paz passa a integrar uma comissão mediadora composta por professores, profissionais da segurança pública, de saúde, da assistência social e outros membros da comunidade local. , A presença de profissionais de segurança também busca contribuir para essa espécie de filtro no dia-a-dia.

De acordo com Beatriz Saks, coordenadora de projetos sociais do Sou da Paz e uma das participantes do curso, a intenção do Polo é tratar o ato infracional como uma responsabilidade também da comunidade que cerca quem o praticou, e não apenas do próprio indivíduo, “por isso a participação de amigos e familiares se torna tão importante no contexto dos Polos Irradiadores”, comenta.

Danielle Tsuchida, coordenadora de projetos sociais e Fernando Araújo, pesquisador, ambos do Instituto Sou da Paz, também participaram da formação.

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Histórico

O juiz Egberto Penido, titular da 1ª Vara Especial da Infância e Juventude, um dos responsáveis pelo julgamento de adolescentes autores de ato infracional, tem enxergado na Justiça Restaurativa uma possibilidade de proporcionar reflexões reais sob uma ótica menos punitiva aos jovens que praticam infrações.

Após bons resultados em escolas do interior paulista, Penido realizou uma pesquisa para escolher territórios vulneráveis à violência na capital. Em parceria com o Tribunal de Justiça, o projeto chegou à região da Brasilândia, onde o Sou da Paz atua há cerca de dez anos.

Saiba mais sobre a atuação do Sou da Paz na Brasilândia e os projetos da instituição que visam a contribuir com alternativas aos ciclos de violência escolar: http://soudapaz.org/o-que-fazemos/desenvolver/prevencao-da-violencia