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27/07/2017

“Fortalecendo a Prestação de Serviços à Comunidade” colhe primeiros resultados

Projeto dedicado à medida socioeducativa qualifica atendimento a adolescentes em unidades acolhedoras

Por meio da estratégia de acompanhamento e apoio à execução das Medidas Socioeducativas em Meio Aberto, o Instituto Sou da Paz também atua junto a equipes que recebem os adolescentes nas unidades acolhedoras de Prestação de Serviços à Comunidade (PSC), na região da Brasilândia. Durante o primeiro semestre de 2017, o instituto atuou para superar as principais dificuldades de encaminhamentos no atendimento prestado ao adolescente em cumprimento de PSC e no desenvolvimento de metodologias que contribuam para que o adolescente, além de cumprir inteiramente a medida socioeducativa, desenvolva aprendizados e habilidades.

“Unidade acolhedora é o serviço público ou comunitário onde o adolescente é recebido para cumprir a medida socioeducativa de PSC”, explica Beatriz Saks, coordenadora de projetos da Área de Prevenção do Sou da Paz. “O nosso trabalho consiste em apoiar, por meio da formação e da reflexão coletiva, a atuação dos profissionais das unidades acolhedoras para o atendimento desta medida, que pode ser bastante desafiador”, afirma. A parceria se dá a partir do convênio firmado com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONDECA), em setembro de 2016.

(Na foto, reunião com participantes do Projeto Fortalecendo a PSC, realizada na Fábrica de Cultura da Brasilândia, em junho)

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“O princípio da Prestação de Serviços à Comunidade é responsabilizar o adolescente por alguma situação que ele teria causado ao meio social e, em especial, propiciar que, ao longo da medida, ele desenvolva um aprendizado que o ajude a significar o ato infracional que cometeu, a repensar a trajetória dele”, explica Beatriz. “A ideia é que, no final da medida, não continuar no mundo do crime seja uma possibilidade real”, explica.

O projeto também tem atuado com o desenvolvimento de formações acerca do trabalho socioeducativo nas seis unidades acolhedoras que têm parceria com o Sou da Paz, que são serviços públicos, como escolas, unidades básicas de saúde, centros para juventude e equipamentos culturais. “A ideia é que o adolescente seja percebido pelos serviços públicos como responsabilidade da rede intersetorial do território ao qual ele pertence”, diz Beatriz.

Entre os resultados obtidos até agora, as unidades acolhedoras atendidas pelo projeto têm conseguido apresentar novas atividades para atender os adolescentes de forma individualizada, entendendo as especificidades de cada caso. “Temos percebido também uma permanência maior dos adolescentes no cumprimento da medida socioeducativa e que alguns deles desenvolveram conhecimentos sobre si muito importantes enquanto cumpriam a PSC, além de novas habilidades e amizades que poderão apoiá-los a pensar seus projetos de vida”, diz Beatriz. O projeto será finalizado em outubro de 2017.