Na Brasilândia, ações pelo meio ambiente

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Na Brasilândia, zona norte de São Paulo, os jovens das turmas do Cenafoco decidiram que o maior problema é a degradação do meio ambiente. Por isso, realizaram oficinas de educação ambiental em escolas públicas, onde distribuíram cartilhas sobre reciclagem feitas por eles.

 

Uma das turmas organizou um mutirão de limpeza de um trecho do córrego Carumbé, que corta a região.

Cultura para o Capão Redondo

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No Capão Redondo, zona sul da cidade, uma das turmas criou um projeto de feira cultural para divulgar e prestigiar os talentos da região. A feira aconteceu no dia 17 de junho, no parque Santo Dias, e contou com a presença da comunidade em peso, que assistiu a apresentações de música, dança e artes plásticas, oficinas de culinária e roda de leitura.

 

A outra turma do Capão Redondo desenvolveu um projeto de biblioteca comunitária (a primeira do distrito), em parceria com o Instituto Brasil leitor.

O que eles observaram

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No Jardim Ângela, as meninas Marli, Marcileide e Viviane, que trabalharam com o tema da violência, elaboraram pesquisas sobre violência policial, contra a mulher e homicídios (cujas maiores vítimas são jovens entre 15 e 25 anos).

 

No Jardim Jacira (bairro de Itapecirica da Serra), Cléia e Luciana elaboraram pesquisas sobre emprego. Descobriram a falta de oportunidade para os jovens da região (por terem pouca educação ou por preconceito em relação à região em que moram), mas mapearam todos os projetos de complementação de renda e ensino profissionalizante da comunidade.

 

No Jardim Comercial, distrito do Capão Redondo, Rui, Roberto e Rogério trabalharam com a (falta de) cultura e lazer. Além de entrevistar jovens da região, realizar concursos de redação sobre cultura e lazer nas escolas, os meninos se reuniram com membros da Secretaria Municipal de Cultura e descobriram que não se investe em cultura e lazer na periferia. "Tudo que é público está do outro lado da ponte", concluíram, referindo-se à ausência de teatros municipais e bibliotecas públicas no Capão Redondo.

 

Daniela, Priscila e Valteir, moradores de Heliópolis, conversaram com professores, alunos e diretores das escolas públicas da região. Também pesquisaram centros comunitários que têm projetos de educação para crianças e jovens.

 

Segundo Luciana Guimarães, coordenadora do Instituto Sou da Paz e responsável pelo projeto, os participantes do Observatório de Direitos Humanos desenvolvem um olhar mais crítico sobre as soluções que o governo e as organizações da sociedade civil propõem para combater os problemas da região. “Eles adotam uma postura de não apenas receber tais iniciativas, mas participar mais ativamente de sua implementação”.

 

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