No Jardim Ângela, as meninas Marli, Marcileide e Viviane, que trabalharam com o tema da violência, elaboraram pesquisas sobre violência policial, contra a mulher e homicídios (cujas maiores vítimas são jovens entre 15 e 25 anos).
No Jardim Jacira (bairro de Itapecirica da Serra), Cléia e Luciana elaboraram pesquisas sobre emprego. Descobriram a falta de oportunidade para os jovens da região (por terem pouca educação ou por preconceito em relação à região em que moram), mas mapearam todos os projetos de complementação de renda e ensino profissionalizante da comunidade.
No Jardim Comercial, distrito do Capão Redondo, Rui, Roberto e Rogério trabalharam com a (falta de) cultura e lazer. Além de entrevistar jovens da região, realizar concursos de redação sobre cultura e lazer nas escolas, os meninos se reuniram com membros da Secretaria Municipal de Cultura e descobriram que não se investe em cultura e lazer na periferia. "Tudo que é público está do outro lado da ponte", concluíram, referindo-se à ausência de teatros municipais e bibliotecas públicas no Capão Redondo.
Daniela, Priscila e Valteir, moradores de Heliópolis, conversaram com professores, alunos e diretores das escolas públicas da região. Também pesquisaram centros comunitários que têm projetos de educação para crianças e jovens.
Segundo Luciana Guimarães, coordenadora do Instituto Sou da Paz e responsável pelo projeto, os participantes do Observatório de Direitos Humanos desenvolvem um olhar mais crítico sobre as soluções que o governo e as organizações da sociedade civil propõem para combater os problemas da região. “Eles adotam uma postura de não apenas receber tais iniciativas, mas participar mais ativamente de sua implementação”.